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quarta-feira, 24 de junho de 2015

equilíbrio.

Tive uma professora que me disse um dia que é impossível viver só do pragmatismo que por vezes é a nossa rotina.

Naquele momento ela falou o que eu realmente precisava ouvir para lidar com o que eu estava prestes a encarar depois da formatura.

Nunca mais me esqueci dessas palavras. Dessa verdade.

Quando me afasto das coisas que me fazem bem, das coisas que eu deveria me permitir fazer diferente fora da rotina do dia a dia... Quando eu só vivo para existir: da casa para o trabalho.

Tudo dói.

Mas não é aquela dor cheia e gostosa que a gente se depara quando entramos em estado catártico.

A dor é a de não se reconhecer. Dor de se perder de si mesmo.

Eu simplesmente não sou eu quando me afasto da vida fora do quadrado.

Escrever sobre este sentimento já é respirar novos ares, se enxergar de outra maneira.

Na verdade.

Eu busco equilíbrio.

Epifania e Prática.

Esquerdo e Direito.

Para todas essas coisas: Simplicidade. Poesia. Transcendência.


Para terminar, deixo uma frase de um amigo que me fez parar e refletir sobre todas essas pequenas/grandes coisas:

"A beleza da poesia é o olhar simples e delicado daquilo que costuma ser invisível" F.M


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quarta-feira, 27 de maio de 2015

Sobre uma tarde

No meio da tarde me peguei olhando para o nada.

Nada, não, espere.

Naquela tarde me peguei olhando post-its.

Mas não eram quaisquer post-its.

Eram pedaços de pequenos, grandes, duendes1 para mim.

Sim, bilhetes para mim, feitos para mim.

No meio de uma tarde de cor estranha, de visão embaçada,

Eu me peguei ouvindo Leminskanções,

Lendo sobre desacumulo de palavras.

Olhei para o lado esquerdo.

Olhei para os dizeres. De novo.

E eu sorri.

Pequenas e simples. Coisas. Me sustentam (ou se preferir: Sustentam-me).

E eu sorri.






 (duendes1 - epifania)

segunda-feira, 18 de maio de 2015

Elena, o filme - Sensações

Elena.

Um filme que depois que a gente assiste até a respiração dói.

Mas não é qualquer tipo de dor.

É um vazio cheio, vontade de gritar.

Elena.

Quando a arte machuca,

quando a arte dói tão profundamente que a vida se torna pouco.

E tudo se transforma em gotas, em água.  

Elena.

Me tornei silêncio depois que assisti.

Me peguei com a mão no peito.

Vazio. Cheio.

Água.

Elena.

Ainda dói.


sexta-feira, 23 de agosto de 2013

a Marisar



 Capa CD Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão (1994)

Motivada pelo pocket show Marisar do Projeto Madalena, que aconteceu dias atrás na Fnac Ribeirão Preto, juntamente com a exposição fotográfica da Sté Frateschi, e que acontecerá novamente no dia 28/8 às 19h30, fica a dica, eu voltei a escutar Marisa Monte quase que diariamente. 

Com isso eu me recordei do meu primeiro contato com o saber gostar das músicas da Marisa Monte. Foi aos 13 anos, com as minhas primas mais velhas, que tinham vários CDs dela e, na ocasião, eu tinha um primeiro platônico amor que frequentava, também, a casa delas, e num belo dia eu o vi segurando o álbum "Verde, anil, amarelo, cor-de-rosa e carvão" dizendo que era muito bom, e pronto, foi o suficiente para eu pedir para minha mãe comprar esse CD. Pronto falei. Coisas de adolescente né minha gente, mas quem é que nunca se apaixonou por canções/artistas dessa maneira, através de paixonites!? Isso foi só o começo, e depois da compra desse CD vieram outros, eu a galera lá de casa passamos a gostar por demais, ultrapassando a barreira do “Bem que se quis”, canção que a projetou. Hoje, em casa, temos quase todos os  álbuns da Marisa, ou seja, #teamMarisa.
 

Mas, o que quero dizer diante desse pequeno relato, é que através da música, seja ela do artista que for, o que prevalece são as lembranças e histórias que recordaremos para sempre e do novo que podemos construir, sempre tendo como trilha aquela música/artista que marcará para sempre o momento. Música transforma o que somos juntos, sozinhos, tristes, alegres... Música é (nossa) cultura. Amo, simples e intenso assim.

Por fim, escolher uma música da Marisa Monte para encerrar esta postagem foi um desafio e tanto, fiquei entre várias canções, mas a escolhida foi a Infinito Particular, do álbum com o mesmo nome, simplesmente por ser tão delicada, linda, sofisticada, depois que parei nela não consegui mais pensar, cantarolar e mentalizar em outra para deixar registrado aqui, neste meu infinito particular, deleitem-se!

Eis o melhor e o pior de mim
O meu termômetro, o meu quilate
Vem, cara, me retrate
Não é impossível
Eu não sou difícil de ler
Faça sua parte
Eu sou daqui, eu não sou de Marte
Vem, cara, me repara
Não vê, tá na cara, sou porta bandeira de mim
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular
Em alguns instantes
Sou pequenina e também gigante
Vem, cara, se declara
O mundo é portátil
Pra quem não tem nada a esconder
Olha minha cara
É só mistério, não tem segredo
Vem cá, não tenha medo
A água é potável
Daqui você pode beber
Só não se perca ao entrar
No meu infinito particular


quarta-feira, 31 de julho de 2013

Hoje eu acordei meio Rita Lee


foto divulgação site Catraca Livre

Minha playlist é um maravilhoso universo by Me, nele tem de tudo que eu mais amo no quesito canções, e daí que hoje eu acordei meio “Pagu indignada no palanque” e decidi seguir meu percurso para o trabalho ao som de Rita Lee... (Quem nunca experimentou acordar ao som de Rita Lee fica a dica e cante, bem alto).

E música vai, música vem, “mamãe natureza” pra lá “esse tal de rock and roll” pra cá, e me desce mais duas doses de Rita, pensamentos e epifanias, e eis que me vejo dentro de uma regressão ao passado por meio de lembranças, e me lembrei da primeira vez que ouvi um LP da Rita Lee. 

Minha mãe têm vários vinis em casa e o passa tempo preferido dos meus pais era soltar o som na vitrola enquanto pintávamos na mesinha de madeira rústica, e eu adorava quando colocavam o da Rita Lee, sem ao menos sonhar o que aquela ex-Mutante do cabelo vermelho representava no cenário musical. Naquela época eu já gostava de ouvir vozes bonitas, e a dela em particular me encantava, por ser doce, brava, levada, tudo junto numa só voz, para delírio meu, delírio! E gostava tanto das músicas, gosto tanto ainda. Sim, Rita Lee e suas canções embalaram linda e loucamente minha infância, adolescência e ainda embalam a minha vida adulta.

Música para mim é isso, um transe quase sem querer, um estar em epifania, lembranças de momentos e histórias feitas por Rita, Chico, Zeca, Gil, Beatles, Camelo, Tulipa, Gessinger etc (porque se eu continuar as citações de nomes aqui nunca acabarei este post). Amo, simplesmente.

Abaixo, trilha by Rita Lee para você se inspirar também, assim como eu.. "uma pessoa comum, um filho de Deus..."


Saúde - Rita Lee

Me cansei de lero-lero
Dá licença, mas eu vou sair do sério
Quero mais saúde
Me cansei de escutar opiniões
De como ter um mundo melhor
Mas ninguém sai de cima, nesse chove-não-molha
Eu sei que agora eu vou é cuidar mais de mim
Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz
Como vai? Tudo bem
Apesar, contudo, todavia, mas, porém
As águas vão rolar, não vou chorar, não!
Se por acaso morrer do coração
É sinal que amei demais
Mas enquanto estou viva e cheia de graça
Talvez ainda faça um monte de gente feliz