Pode ser redundante eu postar
novamente uma música do Luiz Tatit aqui no meu cantinho, mas publicá-la é necessário, pois a música desta
postagem não sai da minha cabeça, e eu jamais me canso de Tatiar. No último fim de semana assisti, mais uma vez, o DVD
Rodopio dele, e nos extras (como eu amo os extras desse DVD) tem a canção Dentro e Fora do Tatit, com parceria de
Dante Ozzetti, e eu tenho que confessar, que independentemente do momento que
eu esteja vivendo, eu me reconheço no diálogo dessa canção, epifania pura.
Nessa canção percebe-se um diálogo entre dois sujeitos, vou classificá-los aqui como sujeito 1 e 2. É surpreendente o
querer saber do sujeito1 da canção sobre como ele aparenta ser/ estar, sendo
esse seu objeto valor. Interessante perceber a confiança mútua entre eles,
pois o que o sujeito1 deseja saber do sujeito2 é muito particular e pessoal, com isso, o diálogo entre eles é tão dinâmico e certeiro que se cria a
percepção de harmonia, quase uma junção, entre eles.
A resposta que o sujeito1 tem para o sujeito2 é de que ele está de um jeito, mas aparenta estar de outro jeito, ser/parecer evidente, pois por dentro
ele está um caos (ser) e por fora está legal (parecer), o parecer legal
nesse caso, parece ser o mais importante, porque se por fora está tudo bem, "o que é que tem demais? Você por fora está tão feliz...".
Dá para identificar esse ser/parecer do sujeito na nossa rotina, tem dias que dá mesmo essa sensação de
vazio, como se não houvesse ninguém por dentro, mas a aparência tem que se manter ali, firme, forte, legal, e às vezes cansa ser de ferro, né?. Eu adoro
essa canção, há muito que ser analisada nela, como tantas outras do Tatit, por trás de suas letras há total verossimilhança com a rotina, contendo drama com humor, ironia com inteligência. Tatit
canta o que sinto, em várias situações. Veja abaixo o vídeo deste diálogo, recomendo ouvir a canção acompanhada da letra. É lindo, deleitem-se!