segunda-feira, 31 de agosto de 2009
Tempo... nem sei mais o que é isso! O mês que todos têm medo por ser um tanto quanto nebuloso passou e eu nem vi, tempo, agora contarei os dias para chegar dezembro, para ser mais clara, 7 de dezembro, para eu desfrutar as minhas mais que merecidas férias.
Chega logo dezembro...
logo.
segunda-feira, 17 de agosto de 2009
Carta à Marilisa
Recebi uma mensagem sua, mensagem inesperada, pois faz muito tempo que não nos vemos, não nos falamos, a faculdade acabou e de repente voltamos a ser um pouco desconhecidas, mas jamais estranhas uma a outra.
Marilisa, amiga de viagens imaginárias, sonhos culturais, ideológicos, uma vontade de mudar o mundo com arte literária, pra ser mais direta, com contos fantáticos.
De quem foi a ideia de analisar aqueles contos lunáticos de Murilo Rubião? Confesso que não lembro, só sei que queriamos algo fantástico, disso eu me lembro, mas não queriamos qualquer um, sem querer desvalorizar os mais conhecidos, nós queriamos chocar, dizer o nome do 'nosso' escritor para todos perguntarem: 'Murilo do que? nunca li nada dele'. E não é que conseguimos.
Escrevo cada palavra com um leve sorriso nos lábios, e para ser um pouco dramática, com os olhos d'água.
Sua pequena mensagem dizendo que estou sumida despertou uma vontade de te escrever, dizer que quero marcar alguma coisa, sei que está tendo eventos culturais interessantes na cidade: café filosófico, exibições de filmes e documentários no sesc, semana passada teve uma peça tão bonita no Meira Júnior: 'Um grito parado no ar', sinto tanto de não ter te convidado, você teria amado, tenho certeza.
Que vida louca essa que estamos vivendo né? Você imaginava que seria assim? É doido não é? De repente ter responsabilidades maiores que nós mesmas, corrigir erros (gramaticais) de outra pessoa, ensinar, sair de casa de 'manhãzinha' e só voltar de noite...ufa..Apesar de corrido é tudo tão bom, dedicado né?
Acho que já escrevi demais, você sabe que quando começo a escrever/ falar não paro, mas agora é preciso, vamos combinar alguma coisa, um bar para colocar a conversa em dia, sem hora pra chegar em casa, pois o papo vai render, se bobiar, uma análise semiótica daquela poesia que ainda nao analisamos, lembra?
Marilisa, o que quero dizer com tudo isso é que estou com saudade.
Beijos.
Marcela.
segunda-feira, 10 de agosto de 2009
Desabafo: ter/ querer-ser/ parecer
quarta-feira, 29 de julho de 2009
Educação
Eu sou formada em LETRAS, nenhuma novidade quanto a isso né? Mas falando sério, Letras não é um curso voltado para a educação propriamente dita, ou seja, na prática, eu mesma entrei no curso sem intenção de ser professora (loucura), tanto que no último ano da graduação entrei em pânico, caiu a ficha que eu teria que ser professora: "Meu Deus, o que será de mim?" pensei, aí tudo piorou depois de assistir algumas aulas como estagiária.
Hoje dou risada, mas passei grandes apuros, enquanto minha colegas de classe já sabiam o que seriam, já estavam "inseridas no mercado" estagiando (na área pedagógica né) eu estava lá, perdida, ao invés de correr atrás desse mercado esmagador decidi não trabalhar na área pedagógica (que nao é letras) e dedicar meu tempo em oficinas literárias, cursos extras, eu só estudei, falo sem cermônias e sem modéstia,valeu a pena.
Depois da formatura, o grande sufoco, o que será de mim? Aulas substitutivas? SIM, e em uma escola particular, as estaduais estavam tão cheias de professores desempregados batendo na porta por uma aulinha que eu fui mais uma a levar NÃO.
Na escola particular dei aula de Inglês, foi legal, tirando as classes infantis, 5° ano, passar por essa experência me fez ver que não me dou bem com crianças grandes, pré-adolescentes e afins.
Mas voltarei as salas de aula um dia, ensinarei literatura com paixão, e seguirei o conselho da cineasta e pedagoga Marília Franco, que é o de educar diferente pessoas diferentes, afinal de contas ninguém é igual.
quinta-feira, 23 de julho de 2009
Mistério do planeta - Novos Baianos
E vou sendo como posso,
Jogando meu corpo no mundo,
Andando por todos os cantos
E pela lei natural dos encontros
Eu deixo e recebo um tanto
E passo aos olhos nus
Ou vestidos de lunetas,
Passado, presente,
Participo sendo o mistério do planeta
O tríplice mistério do "stop"
Que eu passo por e sendo ele
No que fica em cada um,
No que sigo o meu caminho
E no ar que fez e assistiu
Abra um parênteses, não esqueça
Que independente disso
Eu não passo de um malandro,
De um moleque do brasil
Que peço e dou esmolas,
Mas ando e penso sempre com mais de um,
Por isso ninguém vê minha sacola
[Galvão/ Moraes Moreira]
sexta-feira, 10 de julho de 2009
Os sonhos e os objetivos não podem ser esquecidos!
Abandonei por algumas semanas meu blog, muito trabalho, cabeça cheia, tava difícil vir aqui no meu cantinho e desabafar.
Eis-me enfim aqui, costumo escrever no blog quando ainda estou no trabalho, não pensem que sou irresponsável, é que quando termino de ler alguns texto, despachar alguns serviços eu realmente fico sem nada para fazer, e aqui, apesar de ser trabalho e desse nome exercer forte impacto para a sensibilidade e inspiração de algumas pessoas, para mim é o oposto , é melhor, aqui é sossegado, parece que quando fico longe de pessoas que realmente me conhece (família) eu me solto mais para escrever.
Vamos ao que interessa.
Aqui no trabalho estamos fazendo a seleção para novos colaboradores para a parte de trainee de auditoria e tributos, primeiro eles tiveram que fazer a prova online, os que passaram fizeram a dinâmica e os que passaram da dinâmica vão ser entrevistados pelos diretores, enfim, coisas normais para a seleção de um funcionário.
A dinâmica foi realizada no último fim de semana, demos preferência para algo mais simples, com elaboração de nome de empresa, apresentação pessoal, uma experiência tranquila, mas a dinâmica e a aplicação dela não tem muito a ver com o assunto, o que realmente me chamou a atenção é de ver tanta gente ali, em busca de algo e saber que poucos serão selecionados, me senti mal, lembrei das vezes que passei por isso, momento de avaliação de outros, insegurança e ao mesmo tempo vontade de conseguir o trabalho!
Participei de algumas dinâmicas em grupo, não passei em nenhuma! Hoje eu acredito que não era pra ser mesmo, mas ao ver os candidatos na posição inconfortável que já estive me deu uma angústia, uma vontade de aprovar todos, dar a chance deles mostrarem o potencial na prática. Infelizmente não é assim, não pode ser assim. Essa semana ligarei para os aprovados na dinâmica e darei a notícia boa tão esperada, para os que não passaram ligarei também, nada de e-mails, farei questão de dizer para continuarem em busca do sonho, e desejarei sorte, sei que minhas palavras não serão as esperadas, mas de coração, eu desejo a todos sorte. De verdade.
segunda-feira, 6 de julho de 2009
Em busca do sentido

Mas não tô aqui para ensinar semiótica ou definí-la, o que pra mim é impossível, quero contar como a conheci e como ela faz sentido para mim, falando assim parecemos intimas né? Que nada, para vocês terem uma ideia tenho que ler, reler, ler de novo algumas explicações para que algumas questões entrem na minha mente.
Quem me apresentou a teoria foi a professora Fabiane Borsato, que no meu último ano de faculdade (2007) aceitou orientar meu tcc em parceria com a minha amiga Marilisa, e sugeriu o suporte da semiótica para a análise, confiei na Fabiane, formamos um grupo de estudos para aprendermos melhor e seguimos em frente, peguei um livrinho fininho destinado a principiantes do estudo da teoria semiótica e o engoli, literalmente, nosso primeiro objeto de estudo foi o conto "Teleco, o coelinho" de Murilo Rubião, sinceramente, a análise ficou boa, coerente, mas faltou intimidade entre os termos semióticos e a análise, ficou parecendo uma fórmula, mas com certeza, esse exercício truncado fez com que ganhássemos um pouquinho mais de intimidade com a teoria, e com o que tínhamos de análise do Teleco, apresentamos uma comunicação no MiniEnapol da USP. Nosso segundo texto foi outro conto de Murilo Rubião: "O ex-mágico da Taberna Minhota", essa análise já ficou menos teórica, mas se hoje eu pegar para ler encontrarei alguns erros, enfim, apresentamos a análise para a bancada de tcc, e foi tudo bem, passamos de ano e concluímos o curso de Letras, página virada a princípio.
Conclui o curso, mas não a semiótica, ainda frequento o Grupo de Estudos CESAJUG, que me proporciona o contato com o trabalho de análise semiótica em textos literários, ela não me deixa parada, desatualizada. Com a semiótica podemos entender os percursos do sujeito na obra, suas paixões, a figuratividade presente em cada pedacinho do texto, seja ele qual for, afinal de contas a semiótica está aí, em busca do sentido. E eu também estou.